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Artes Visuais

Mondrian e o movimento de Stijl

12.10 a 09.01
  • Horário

    de 09h às 20h

  • Ingresso

    Entrada Franca

  • Como chegar

    Visualizar
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Saiba mais sobre a mostra

As obras de Piet Mondrian (1872-1944) não se resumem apenas a retângulos de cores primárias delimitados por grossas linhas pretas, como por exemplo sua obra mais famosa – Composição com grande plano vermelho, amarelo, preto, cinza e azul  – de 1921. A trajetória do artista começa em 1892, ao ingressar na Academia Real de Artes Visuais de Amsterdã.

Durante este período, Mondrian produziu paisagens carregadas de cores escuras, que caracterizavam a pintura holandesa do século XIX. Aos poucos, ele foi se aproximando dos movimentos artísticos que aconteciam na Europa, seus tons foram clareando e suas composições ficando mais ousadas à medida em que se aproximava dos pós-impressionistas franceses, como das cores e pinceladas vigorosas de Van Gogh ou do pontilhismo de Seurat. Em sequência, após uma influência temporária do cubismo, procurou formas de abstrair a realidade e buscar a essência da imagem.

Pieter Tjabbes, curador da exposição, ressalta que “Organizamos tudo para que o visitante possa acompanhar esse percurso e entender que aqueles retângulos coloridos que povoam até hoje o imaginário do moderno, e são tão facilmente reconhecíveis, não nasceram de uma hora para outra, nem por acaso”.

A exposição retrata também a agitação provocada pela revista De Stijl (O Estilo), meio escolhido designers, arquitetos e artistas, como o próprio Mondrian, defendessem o neoplasticismo e a utopia da harmonia universal de todas as artes.

Um dos maiores exemplos de representação de design é a cadeira Vermelha Azul,  criada por Gerrit Rietveld entre 1917 e 1923. Rietveld desenhou e construiu uma casa para Truus Schroder-Schrader em 1924. Neste projeto, o artista aplicou a paleta de cores primárias privilegiando espaços abertos, luminosidade, ventilação e funcionalidade, rompendo com convenções arquitetônicas da época, levando, assim, o De Stijl para a arquitetura. A revista De Stijl circulou por 12 anos e seus princípios inspiraram artes plásticas, arquitetura, fotografia, design, literatura, tipografia e até mesmo moda.

A maior parte do acervo é procedente do Museu Municipal de Haia (Gemeentemuseum, Den Haag), da Holanda, e Mondrian e o movimento De Stijl traz obras originais, maquetes, mobiliários, fotografia, documentários, fac-símiles e publicações de época que permitem compreender esta forma revolucionária de ver o mundo e as artes, que continua moderna desde 1917.

Folder Mondrian

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