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Artes Visuais

RAIZ – AI WEIWEI

06.02 a 15.04
L

Saiba mais sobre a mostra

Belo Horizonte recebe a maior exposição do artista plástico chinês Ai Weiwei, com obras históricas e outras inéditas nascidas a partir de sua imersão cultural de cerca de um ano no Brasil. O projeto foi desenvolvido e curado por Marcello Dantas, que convidou Ai Weiwei a desvendar a cultura brasileira e moldar objetos que representem a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade local. A exposição apresenta também trabalhos icônicos do artista, hoje considerado um dos principais nomes da cena contemporânea internacional, para contar parte de sua história.

Ingressos disponíveis em eventim.com.br.
* Na retirada de ingressos antecipados pelo site Eventim é necessário escolher um horário para a visitação para referência, mas este não impede o visitante de ingressar na exposição em qualquer outro período do dia. No entanto, o horário escolhido também não é garantia de entrada imediata na exposição. Caso a mostra tenha atingido a sua capacidade de lotação naquela hora, será necessário aguardar a saída de visitantes para entrar nas galerias.

 

“Forever Bicycles”. Foto: Carol Quintanilha

 

Cinco curiosidades sobre “Raiz Ai Weiwei”

Considerada a maior exposição realizada até então pelo icônico artista, Raiz – Ai Weiwei chega agora ao CCBB BH reunindo célebres trabalhos, assim como novas criações desenvolvidas a partir da intrínseca relação do artista com a cultura e as tradições brasileiras. Ai Weiwei se destaca no cenário internacional pelo interesse que demonstra pelas questões sociais e humanas contemporâneas.

E, para entender um pouco mais as obras e a iconografia de Weiwei, completamente ligadas à trajetória do artista, é fundamental descobrir algumas de suas motivações. Por isso, listamos cinco curiosidades para uma melhor experiência do visitante na exposição:

Produção interrompida

Weiwei faz algo inédito, que é causar transformações sociais enquanto suas obras são feitas. O processo artístico, em si, é um ativador social e integra comunidades na produção de enormes obras de arte. Pensando nisso, o curador da exposição Marcello Dantas o convidou, em 2011, para pensar em um projeto para o Brasil. O interessante é que seria a exposição que abriria, em 2013, o CCBB-BH. No entanto, cerca de um mês depois da conversa, Weiwei foi preso pelo governo chinês, em virtude de críticas ao regime ditatorial. O projeto, então, foi suspenso e só em 2015, depois de quatro anos em prisão domiciliar, foi retomado e concluído em 2018.

Pai poeta e o olho-de-dragão

Ai Qing, pai de Weiwei e considerado um dos maiores poetas modernos da China, esteve no Brasil nos anos 1950 e ficou amigo de Jorge Amado (1912-2001). Na volta ao seu país, levou uma semente chamada olho-de-dragão para o filho. Quando Weiwei veio ao Brasil, encontrou aqui a semente, comprou inúmeros sacos e aplicou a semente em seu trabalho “Two Figures”, presente no CCBB.

Weiwei e Snowden

Um dos trabalhos mais polêmicos da exposição é o “Panda to Panda”. Aparentemente inofensivo – um urso panda de pelúcia –, o trabalho está ligado a um dos maiores escândalos de espionagem dos Estados Unidos. Weiwei se juntou a Edward Snowden, ex-administrador de sistemas da CIA, e destruíram juntos uma série de documentos importantes sobre o sistema de vigilância global realizado pelos norte-americanos. Os papeis picotados viraram enchimento de pandas de pelúcia e os vários bonecos desta produção foram comercializados normalmente. Um vídeo ao lado da obra mostra, com detalhes, todo o processo.

Sementes de porcelana

Logo no início da exposição, o visitante vai se deparar com um monte de sementes de girassol. Parece real, mas esta é justamente uma das características de Weiwei em seu trabalho. Cada semente é uma pequena peça de porcelana, feita à mão, por 1,6 mil mulheres chinesas, em 2010. No total, elas produziram cerca de 100 milhões de sementes. Em Belo Horizonte, a obra tem duas toneladas de sementes de porcelana.

Exposição a céu aberto

Uma das obras mais icônicas de Ai Weiwei está do lado de fora do CCBB: “Forever Bicycles”. A instalação reúne 1254 bicicletas, que se encaixam formando uma construção. O trabalho tem relação com sua infância na China, onde todos tinham uma bicicleta, além de seu gosto e proximidade com arquitetura. A estrutura é impactante e pode ser vista pelo visitante como um cartão de visitas para Raiz – Ai Weiwei.

 

Dicas para aproveitar melhor a exposição:

- Retire seu ingresso gratuito antecipadamente pela internet. Você evitará filas na bilheteria e terá mais tempo para aproveitar a mostra.

- Evite levar bolsas, mochilas, sacolas, boné ou chapéu. Caso seja indispensável trazer estes acessórios, eles deverão ser guardados no guarda-volumes, no hall de entrada do CCBB BH.

- As obras não podem ser tocadas, tampouco as vitrines. Também não é permiido se debruçar sobre as obras ou sobre as suas bases.

- Venha com os amigos e com o celular carregado para registrar, com fotos e vídeos, todos os seus momentos em “Raiz – Ai Weiwei”. São permitidos registros com celulares e câmeras amadoras de uso pessoal sem uso de flash.

- “Raiz – Ai Weiwei” sai de cartaz no dia 15 de abril; então venha o quanto antes, porque a exposição é surpreendente e você vai querer voltar!

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ccbbbh@bb.com.brFuncionamento: de quarta a segunda das 10h às 22 horas (horário especial de verão)

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