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Cinema

Sou África – Cinema Africano do Presente

02.10 a 07.10
CP

Saiba mais sobre o filme

Serão exibidos 16 filmes, longas e curtas-metragens recentes produzidos em vários países da África Subsaariana. A programação inclui sessão infantojuvenil e uma homenagem ao cineasta de Burkina Faso, Idrissa Ouédraogo, um dos mais reconhecidos ícones do cinema africano, falecido em fevereiro deste ano.  Serão exibidos dois dos mais famosos títulos de sua filmografia: Samba Traoré e Tilai – Questão de Honra.

Os filmes selecionados revelam os mais diversos aspectos desses países, desde sua musicalidade, suas cores, sua natureza, seus problemas sociais, a beleza do povo, seu humor e suas tradições. Também destacam a luta e a força da mulher africana, traduzidas nos documentários  Soltar a voz (Ouvrir la voix) , sobre  mulheres negras dentro do processo colonial europeu na África e nas Antilhas, e A árvore sem frutos,  que mostra o sofrimento oculto das mulheres que não podem gerar filhos, bem como a quebra de certos tabus.

Além desses, destacam-se os premiados Wallay, bela história de um menino criado em Paris e que vai conviver com seus parentes em Burkina Faso, e o premiadíssimo Felicité, do conceituado diretor senegalês Alain Gomis.  Sou África traz ainda dois filmes voltados ao público infanto-juvenil: Sábado Cinema, premiado curta-metragem do Senegal, e Minga e a colher quebrada, a primeira animação realizada nos Camarões, que conta a divertida e musical aventura de uma brava garota.

Também estão previstas atividades paralelas, como oficinas, apresentações de dança e de música, aulões de danças africanas e sessão de autógrafos do livro de contos ”Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção”, da escritora Cristiane Sobral. Nos finais de tarde e noites, terão foodtrucks, foodbikes e DJs para desfrutar entre uma sessão e outra do Sou África.

FILMES DA MOSTRA

Félicité 

Direção: Alain Gomis

(Senegal, França, Bélgica, Alemanha, Líbano, 2017, 123’)

A cantora Félicité vive com seu filho Samu, adolescente numa área pobre de Kinshasa (Congo). Samu, sofre um acidente e Félicité precisa juntar um dinheiro para que o rapaz não tenha a perna amputada. Felicité parte numa jornada individual pela cidade para resolver a situação.

Wallay  

Direção:Berni Goldblat

(França-Burkina Faso, 2017, 1h24)

Andy,  de 13 anos é enviado de sua casa na França para morar com uma família que vive na área rural de Burkina Faso. O menino se depara com outros hábitos com os quais terá de se acostumar.

Soltar a voz (Ouvrir la voix) 

Direção : Amandine Gay

(França, 2017, 2h09) 

Documentário sobre mulheres negras dentro do processo colonial europeu na África e nas Antilhas. O filme enfoca a mulher negra e os clichês específicos relacionados a duas dimensões indissociáveis das identidades “mulher” e “negra”.

O olho do furacão (L’oeil du Cyclone) 

Direção: Sekou Traoré

(Burkina Faso, 2015, 1h37) 

Emma, uma jovem advogada, é a filha de um antigo gerente de vendas de uma empresa de mineração. Ainda criança ela teve que se refugiar durante uma ocupação na área de mineração por um grupo de rebeldes. Um dia, um juiz pede a Emma para defender um rebelde capturado pelo exército.

Nos passos da rumba (Sur le chemin de la rumba) 

Direção: David Pierre Fila

(Congo-Brazzaville, 2014, 1h38) 

Os passos da rumba nos leva através da costa do continente africano, na bacia do Congo, Cuba, Equador à Costa do Marfim numa viagem recheada de relatos familiares e olhares apaixonados pela mistura que gerou a essência dessa arte musical africana, composta por olhares e ritmos da bacia do Congo, que lhe deram a forma e alma.

O barco da esperança (La Pirogue) 

Direção: Moussa Touré

(Senegal, 2011, 1h27)

A história de um capitão de barco pesqueiro em Dakar, Senegal, chamado Baye Laye que é obrigado a levar trinta imigrantes ilegais para Espanha à bordo de uma piroga (uma pequena embarcação típica da África e Oceania). Muitos dos homens à bordo não consegem se entender e alguns sequer tinham visto o mar anteriormente.

Jimmy goes to Nollywood – doc 

Direção: Rachid Dhibou e Jimmy Jean-Louis

(Nigéria, 2014, 52’)

Pouco conhecido do público em geral, Nollywood (“N” de Nigéria) é uma das maiores produtoras de cinema, à frente de Hollywood e logo atrás de Bollywood. A Nigéria produz todos os anos mais de 2000 filmes. Neste documentário, que tem como fio condutor o Africa Movie Academy Awards, Jimmy Jean-Louis irá nos apresentar a este rico panorama mergulhando diretamente no coração de uma África desinibida.

L’arbre sans fruits 

Direção: Kidy Aïcha Macky

(Niger, 2016, 56’)

Casada e sem filhos, Aicha está em uma situação “fora do comum” em seu país por não poder gerar filhos.Com base em sua história pessoal, o filme explora delicadamente o sofrimento oculto das mulheres e quebra certos tabus.

La Sirene de Faso Fani 

Direção: Michel K. Zongo

(Burkina Faso, 2015, 1h30)

Michael K. Zongo reabre o caso da terceira maior fábrica têxtil em Koudougou, em Burkina Faso, que foi fechada em 2001 e largada pra apodrecer, provavelmente registrada como dano colateral no FMI. Na busca, ele encontra antigos empregados da fábrica, sendo que algumas mulheres passaram a tecer nos quintais das casas. O documentário é uma homenagem à resitência africana perante a globalização, uma mostra do que o progresso no local.

Curtas-metragens 

 Visões (Visions)

Direção : Abba T. Makama, C.J. Obasi, Michael Gouken Omonua

(Nigéria, 2017, 19 min)

Uma antologia de três curtas-metragens (Shaitan, Brood, Bruja) do coletivo de cinema da Nigéria chamado Surreal16, composto por Abba T. Makama, Michael Gouken Omonua e C.J.

“Fiery” Obasi.

Não me esqueças (Forget me not)

Direção : Shveta Naidoo

(África do Sul, 2018, 10 minutos)

O relacionamento de uma garota com uma cadeira vazia. Este filme é sobre uma jovem garota chamada Iris, cujo pai misteriosamente foi embora. Iris tenta lidar com a ausência de seu pai personificando sua antiga cadeira que ele deixou um de seus casacos.

Caça à Bruxa (Witch Hunt)

Direção : Solomon Onita Jr

(Nigéria/EUA, 2018, 22 min)

Um conto folclórico ambientado em uma aldeia da África Ocidental. Uma adolescente persegue um rapaz corcunda e é forçada a decidir se deve ou não seguir uma antiga superstição.

Samba Traoré (Samba Traoré)

(Burkina Faso, França, Suíça, 1992, 85 min)

Samba foge para sua aldeia, depois de um assalto a um posto de gasolina. O amigo morre num tiroteio. Samba escapa com o dinheiro, mas perde a paz. Ele conhece Saratou. Os dois passam a viver juntos, dando apoio um ao outro, na tentativa de esquecer o passado.

Questão de honra (Tilai)

(Burkina Faso, 1990, 81 min)

Saga volta a aldeia depois de uma ausência de dois anos. Muitas coisas mudaram. Sua noiva Nogma é agora a segunda esposa de seu pai, mas Saga e Nogma ainda se amam. Transgredindo as leis, os dois jovens têm um caso.

Africa Infanto-juvenil

Sábado Cinema (Samedi Cinema)

Direção: Mamadou Dia

(Senegal, 2016, 12 min)

Duas crianças escrevem cartas para conseguir dinheiro para ir ao cinema. Mas sábado é sua última chance de assistir ao filme, pois o único cinema da cidade vai exibir sua última sessão.

Minga e a colher quebrada

Direção : Claye Edou

(Camarões, 2017, 1h20)

Minga é uma orfã que vive com sua madrasta Mami Kaba e sua meia-irmã Abena. Um dia, quando ela estava lavando pratos no rio, acidentalmente quebrou uma colher. A furiosa madrasta a expulsa de casa e exige que ela encontre a única colher idêntica escondida por sua falecida mãe. Começa a  jornada aventureira de Minga na floresta.

Programação

Terça-Feira (02/10)

15h – Wallay – Duração: 01:24 – (12 anos)

19h - Tilai – Duração 01:51 – (14 anos)

Sessão especial de abertura com apresentação de Ciro Marcondes Filho, especialista em cinema

 

Quarta-Feira (03/10)

14h30 – Wallay – Duração: 01:24 – (12 anos)

16h30 – O barco da Esperança – Duração: 01:27 – (12 anos)

18h30 – Felicité – Duração: 02:03 – (14 anos)

 

Quinta-Feira (04/10)

15h30 – África do presente em cinco curtas-metragens: “Visões” (compilação de 3 curtas da Nigéria) / Não esqueças/ Caça à Bruxa – Duração: 00:51 – (14 anos)

17h – A sirene de Faso Fani – Duração: 01:30 – (12 anos)

19h – O olho do furacão – Duração: 01:44 – (14 anos)

 

Sexta-Feira (05/10)

16h30 – Nos passos da rumba – Duração: 01:38 – (Livre)

18h30 – A árvore sem frutos – Duração: 00:56 – (14 anos)

20h – Jimmy vai a Nollywood – Duração: 00:52 – (12 anos)

 

Sábado (06/10)

10h30 - Sábado Cinema (curta 12m) / Minga e a colher Quebrada (longa 80 min.) – Duração: 01:32 – (Livre)

15h – Wallay – Duração: 01:24 – (12 anos)

17h – África do presente wem cinco curtas-metragens: “Visões” (compilado de 3 curtas da Nigéria) / Não esqueças / Caça à Bruxa – Duração: 00:51 – (14 anos)

18h30 – Soltar a Voz – Duração 02:09 – (12 anos)

 

Domingo (07/10)

15h – A árvore sem frutos – Duração 00:56 – (14 anos)

16h30 – Felicité – Duração 02:03  – (14 anos)

19h – Samba Traoré, de Idrissa Ouédraogo – Sessão de encerramento – homenagem – Duração: 01:25 – (14 anos)

 

Atividades paralelas

 

2 terça

20h30 às 21h -  Apresentação de Djambe com Nãnan Matos

 

3 quarta

18h – Sessão de autógrafos do livro ”Espelhos, Miradouros, Dialéticas da Percepção”, da escritora Cristiane Sobral

 

4 quinta

18h30 às 19h30 – Oficina de Kuduro e Afrohouse

19h45 às 20h15 – Aulão de Afrohouse

20h30 às 21h – Apresentação de Dança Afro com o grupo Os Próprios

 

5 sexta

18h30 às 21h30 – Coletivo de DJ’s com os Dj’s Afrika e Renas Mix

20h – Apresentação de Semba e Kizomba com  Rodolfo e Thaiane

 

6 sábado

15h às 17h – Oficinas infantis de percussão e  tambores de papel com Juraci Pandeiro

18h30 às 21h30 – Coletivo de Djs com os DJ’s Afrika e Renas Mix

 

7 domingo

14h às 21h – Food Trucks

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