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Artes Visuais

Zeitgeist – Arte da Nova Berlim

27.01 a 04.04
  • Horário

    de 09h às 21h

  • Ingresso

    Entrada Franca

  • Como chegar

    Visualizar

Saiba mais sobre a mostra

Com curadoria de Alfons Hug, a exposição Zeitgeist – A arte da nova Berlim traz para o visitante do CCBB Rio uma amostra consistente da respeitada comunidade artística que se concentra na cidade de Berlim, num movimento que teve início após o fim da Guerra Fria. Diretamente de Berghain, clube underground de música techno em Berlim, o mais popular host do local, Sven Marquardt irá ministrar uma palestra agendada para o dia da abertura, dia 26 de janeiro.

Zeitgeist é um termo alemão que caracteriza o conjunto do clima intelectual e cultural numa certa época, ou, ainda, características gerais de um determinado intervalo de tempo a partir do qual a arte, a cultura e as relações humanas evoluem e o que será apresentado na mostra é um exemplo do que foi criado na cidade de Berlim, marcada por duas guerras mundiais e dividida pelo Muro durante quase três décadas e. A capital da Alemanha se reergueu das cinzas, formando, pouco a pouco, o Zeitgeist que hoje projeta sua influência muito além da Europa Central. Obras de 29 artistas dentre os mais destacados da arte contemporânea retratam a pintura, fotografia, videoarte, performance, instalações e a cultura dos famosos clubs berlinenses, compondo o mosaico da exposição.

 

O curador Alfons Hug indica seis “trilhas” conceituais que podem ser percorridas na exposição:

Tempo que corre e tempo estagnado – Aborda questões que transitam entre aceleração e estagnação, tempo-espaço e tempo próprio, presente e futuro. Artistas como Michael Wesely e Mark Formanek aprofundam esses dilemas e lidam com as diferentes noções de tempona terra dividida. Exibida na rotunda do CCBB,Standard Time, de Mark Formanek, é um bom exemplo. Questiona o desperdício do tempo, através de um relógio de 4x9m construído por 16 pessoas, minuto por minuto,durante 12 horas. A performance será apresentada durante 12 horas ininterruptas no dia da abertura para o público (27/01), nos dois dias seguintes (28 e 29/01) e em todos os finais de semana.

A ruína como categoria estética – A busca do sentido de beleza entre marcas de destruição, abandono, deterioração e devastação humana, explorados por Frank Thiel e Thomas Florschuetz (fotografias de grande formato), Cyprien Gaillard (vídeo) e Tobias Zielony (projeção de sete mil fotografias individuais).

Eterna construção e demolição – Remete a esses dois verdadeiros leitmotivs que perpassam o cotidiano de Berlim e permeiam toda a exposição,entre a fúria construtiva que deseja apagar o passado e a melancolia associada ao abandono de muitas construções e espaços em ruínas. É aí que o olhar de artistas como a dupla Julius Von Bismarck e Julian Charrière, Thomas Rentmeister, Kitty Kraus e o brasileiro Marcellvs L cria novas possibilidades para tratar essa tensão aparentemente eterna. Uma das obras de grande impacto da exposição (de Julius Von Bismark e Julian Charrière) é composta por doze betoneiras situadas no Pátio da Rua Direita no 1º andar. Elas formam uma “máquina de erosão”, projetada para acelerar a decomposição, cujos tambores contêm detritos arquitetônicos de vários edifícios da cidade. A rotação dos misturadores transforma essas pedras em formas redondas, orgânicas. Durante um longo período de tempo e através de impacto contínuo, os tijolos são transformados em seixos e, finalmente, se tornam pó. Esse processo torna-se tangível por ruído, nuvens de poeira e vibração.

O vazio e o provisório – Uma tentativa de elaboração das formas criativas, espontâneas e muitas vezes ilegais de ocupação dos grandes espaços baldios ou semidestruídos que o pós-guerra gerou na cidade.A grande quantidade de usos temporários que foram ocorrendo acabou se mostrando benéficasobretudo para a cena cultural, pois onde não há nada tudo é possível.Em sua pintura, Thomas Scheibitz se vale de extremos (formas duras e estruturas claras se mesclam com elementos flexíveis em ousadas colorações), enquanto a melancolia de Sergej Jensen espalha tons de cinza e marrom sobre restos de tecidos puídos e simples panos de saco, usados como base para as pinturas. Norbert Bisky é influenciado por uma variedade de referências, desde imagens de heróis e realismo socialista até mitologia, religião e cotidiano, como na pop art.Franz Ackermann, por sua vez, transforma mapas, anotações e cadernos de viagens em grandes pinturas a óleo.

Hedonismo cruel – Descortinam as peculiaridades de Berlin Mitte, espécie de “terra de ninguém” onde surgiu uma curiosa e original cena de clubs, que fez brotar das ruínas as primeiras festas em espaços improvisados e usados temporariamente. Sobre esse segmento se debruçam as fotografias que compõem as séries Kubus, de FriederikeVon Rauch, e TemporarySpaces, de Martin Eberle, além da performancede Marc Brandenburg (voluntários tatuados),a partir de motivos extraídos do cotidiano da área e da vida nos clubs.Os vídeos de Julian Rosefeldt e Reynold Reynolds, ambientados nos anos 20 e 30, resgatam as lendárias noites de Berlim, que naquela época já tinha a fama de “Babel dos pecados”.Completa este segmento a sala “Clube Berlim” com música eletrônica de sete DJs de Berlim e uma instalação visual/sonora com fotografias de Sven Marquardt e música de Marcel Dettmann.

Novos mapas e os outros modernos – Investiga o redesenho da cartografia da cidade e da própria Alemanha, assim como suas relações com o resto do mundo após a queda do Muro, a partir do ponto de vista de uma arte que prefere se manifestar em terreno irregular, esburacado e incompleto. A nova Berlim se distancia do eurocentrismo e fertiliza uma arte plural, que reconhece e abarca a diversidade do mundo. Nesse panorama se insere o vídeo A caça, de Christian Jankowski, que incorpora novos elementos a uma visão diferenciada da arte.

 

Diariamente

 

Zeitgeist – Arte da Nova Berlim 1

 

Zeitgeist – Arte da Nova Berlim 2

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ccbbrio@bb.com.brFuncionamento: de quarta a segunda, das 9h às 21h.

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